31/08/2007

31.08.2007

Tempo de reacção é o espaço temporal que medeia a captação de um estimulo ao inicio da acção.
Em condições normais, um condutor demora entre 0,8 segundo e 1 segundo a reagir a esse estimulo.
Este é o tempo que precisamos para avaliar o estimulo, prever o que pode acontecer e escolher a melhor acção a praticar.

Ou seja, ao surgir o estimulo, este é captado pelos elementos receptores (visão; audição) e é reencaminhado para o departamento de triagem.

Este departamento, na sua função de filtro, faz uma primeira avaliação do estimulo. Se for um estimulo credivel é enviado para o gabineta de avaliação correspondente. Mas se não for relevante é enviado para a reciclagem cerebral.

Quando o estimulo credivel chega ao departamento indicado, são convocados os técnicos de análise e resolução que, sem demoras, equipados com as suas enciclopédias e demais ferramentas, se poêm a trabalhar numa rápida e eficaz resolução do "problema".

Depois de encontrada a solução, a equipa de trabalho elabora um relatório e envia-o para o centro de ordem de acção que procede ao envio da ordem.

Este processo demora então entre 0,8 segundo e 1 segundo. No entanto, este tempo pode ser melhorado. Basta que o condutor acumule experiência de condução e destreza psico-motora.

Mas para que haja um atraso na resposta a um "problema", só é necessário que o condutor consuma algum álcool, drogas ou determinado tipo de medicamentos.

Se se apresentar sonolento, fatigado, emocionalmente alterado ou a fazer uso do telemóvel, as consequências podem passar pela ausência temporária do responsável do gabinete de triagem, tardia chegada de um ou mais técnicos de avaliação ou do centro de ordem não ter ninguém disponivel ao serviço devido à flexibilidade de horário.
Na prática, o resultado é uma reacção tardia ou mesmo inexistente a um estimulo que pode levar ao acidente.
Agora que já sabe como se desenrola todo o processo decisional do tempo de reacção... pense.
Texto: Jorge Ortolá

2 comentários:

José Alberto Mostardinha disse...

Viva Jorge:

Ao contrário do que possas pensar tenho visitado o teu blogue apesar de não comentar.

É um facto, não me leves a mal mas tenho que te dizer, que vim aqui várias vezes deixando o meu comentário e que tu não retribuias como vinha sendo hábito.

Não entendas tal atitude como birra, antes como um amostra da dedicação que nos merecem aqueles que, á sua maneira, pensamos que nos estão mais próximos.

Sabes bem a estima que tenho por este teu espaço onde se aprende sempre qualquer coisa.
Bem hajas por isso.

Boa semana.
Um abraço,

Klatuu o embuçado disse...

Esqueceste-te de algo fundamental: para que as pessoas pensem é preciso que nasçam com um cérebro.